Wellington: O que fazer na capital da Nova Zelândia

Wellington

O que fazer na capital da Nova Zelândia

Apelidada em 2011 pela Lonely Planet como “The coolest little capital of the world”, Wellington faz juz ao apelido de pequena e “mais legal” capital do mundo. Cercada pelas montanhas da Rimutaka Ranges e debruçada sobre uma belíssima baía, a cidade além de possuir paisagens privilegiadas, conta com uma vida cultural e cena gastronômica extremamente vibrantes. Neste post dou algumas dicas de o que ver e o que fazer na capital da Nova Zelândia.

Bondinho em Wellington Na Nova Zelândia

Carinhosamente chamada de Welly pelos locais, Wellington está localizada na porção meridional da ilha norte da Nova Zelândia, mais especificamente na latitude de 41°17′ S; o que faz dela a capital mais austral do planeta.  Além disso, ostenta o título de capital de estado soberano mais remota e isolada do mundo.  Para se ter uma idéia, a capital mais próxima de Wellington é Noumea na Nova Caledônia e ambas estão localizadas à cerca de 2249 km de distância uma da outra. Já Canberra na Austrália, está um pouquinho mais longe à cerca de 2307 km de distância. Resumindo em poucas palavras, Wellington e a Nova Zelândia como um todo, é literalmente no fim do mundo mesmo.

Wellington letreiro

Com pouco menos de 400.000 habitantes vivendo na região da grande Wellington, a capital da Nova Zelândia é apenas a terceira cidade mais populosa do país, perdendo para Auckland e Christchurch. Apesar de pouco populosa, Wellington é uma das cidades com maior densidade demográfica da Nova Zelândia.

Visual do alto do Mt Victoria em Wellington na Nova Zelândia

Elevada a condição de capital da Nova Zelândia em 1865. Wellington destronou Auckland como centro do poder político do país numa época em que temia-se que a ilha sul (rica em minas de ouro e a ilha mais populosa do país até então) viesse a declarar sua independência, criando uma nova colônia parte do império britânico.

Wellington na Nova Zelândia

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Desta forma, procurando satisfazer as lideranças políticas e conciliando interesses entre a ilha norte e a ilha sul, acabou se escolhendo Wellington graças a sua localização centralizada no país e pela sua proximidade ao Cook Strait entre outros fatores.

Picos Nevados da ilha Sul da Nova Zelândia visto de Wellington

Por estar localizada próxima ao Estreito de Cook numa latitude próxima dos 40graus, a cidade é também muitas vezes conhecida como “Windy Wellington”. Este outro apelido se deve principalmente à forte exposição da cidade aos ventos de coriólise mais conhecidos como “Roaring Forties” e que sopram constantemente entre as latitudes 40-50o do hemisfério sul.

bandeira neozelandesa em Wellington

No caso de Wellington, a força desses ventos é potencializada pela geografia da região que canaliza sua força pelo Cook Strait. Tanto que em dias de tempestade, esses ventos podem facilmente passar dos 100 km/h. Por sinal, numa de nossas visitas na cidade, em Junho de 2013, os ventos no auge da tempestade chegaram a atingir a casa dos 160Km/h. O vento era tão forte que o hotel em que estávamos hospedados e que foi construído sobre pilares de borracha para agüentar terremotos, balançasse a noite toda por conta do vento.

Wellington

E já que mencionei os terremotos, bem Wellington está literalmente situada sobre uma grande falha geológica e está cercada por pelo menos outras 2 grandes falhas geológicas sismologicamente ativas. Sendo assim, pequenos, médios e grandes tremores são relativamente comuns na região. Observando rapidamente a série histórica, a cada cinco anos, um terremoto acima dos 6 graus na escala Richter costuma acontecer na cidade.  Em 2013 tivemos pelo menos 2 fortes terremotos, seguidos por centenas de tremores secundários. O primeiro deles em 21 de Julho foi de 6.5 graus na escala Richter e segundo em 16 de Agosto de 6.6 graus na escala Richter. Antes disso, a cidade observou tremores fortes (acima dos 6 graus na escala Richter) em 2008 e 2003.

Orla de Wellington na Nova Zelândia

Ao mesmo tempo que é um pouco assustador pensar que um terremoto pode acontecer a qualquer momento enquanto você visita a cidade. De certa forma é super interessante observar as marcas que os terremotos passados deixaram na cidade e na geografia da região. E embora a grande maioria dos edifícios da cidade hoje sejam construídos e preparados para sobreviver aos fortes abalos sísmicos e ventos na região, o dia em que um terremoto forte de verdade acontecer, o estrago pode ser tão grande quanto o terremoto que arrasou o centro de Christchurch em 2010/2011.

Oriental Bay em Wellington na Nova Zelândia

Por sinal, o mais forte terremoto provavelmente já registrado na Nova Zelândia aconteceu pertinho de Wellington, mais precisamente na região de Wairarapa em 1855 e teve uma intensidade hoje calculada de 8.2 graus na escala Richter. A energia liberada neste tremor na Wairarapa Fault foi tão forte que causou movimentos verticais de terra de dois a três metros numa extensa área, inclusive afetando a área do porto de Wellington.  Tanto que, parte daquilo que até a noite do dia 23 de Janeiro de 1855 ficava no fundo da Wellington Harbour, da noite para o dia aflorou na forma de pântano com influência de maré.

Wellington Harbour

Com o passar do tempo e com o crescimento e urbanização da cidade, grande parte dessa área que originalmente ficava no fundo da Wellington Harbour e que “aflorou” como resultado do terremoto foi posteriormente aterrada. E agora faz parte do Wellington CBD.

Chafariz em Wellington na Nova Zelândia

Isso de certa forma explica porque que, uma das principais ruas da cidade, chamada de Lambton Quay está hoje localizada a cerca de 100-200m das águas da Wellington Harbour. Para quem possa interessar, basta prestar atenção ao passear ao longo da Lambton Quay. Alí é possível encontrar algumas marcações mostrando onde originalmente ficava o cais  do Lambton Quay na Baía de Wellington. Para quem não sabe, Quay em inglês = cais, atracadouro.

Wellington

Voltando ao Wellington CBD, aproveite para explorar outros museus e atrações culturais imperdíveis como o City and Sea Wellington Museum e o Wellington City Gallery. Quando a fome bater, você vai encontrar ótimos restaurantes, bares e cafés nas imediações da bohemia Cuba Street e Courtenay Place.

Cuba Street Wellington na Nova Zelândia

Por sinal diz a lenda que Wellington tem mais restaurantes per capita que Nova York. Por sinal nesta região fica o Embassy Theatre, o cinema onde aconteceu a estréia mundial da trilogia do Senhor dos Anéis e o The Hobbit.

interislander chegando em Wellington

Agora se você estiver de carro e o dia estiver bonito, aproveite para dar uma volta completa pela península de Miramar. A paisagem pelo caminho é fantástica e se o tempo estiver bom você vai querer mudar imediatamente para a cidade. Por sinal, na porção inferior da península é possível que você consiga enxergar a ilha sul e que dependendo da época do ano que você estiver passando por lá, vai poder ver os picos das montanhas cobertos de neve. Por essas e outras que eu digo que Wellington em um dia de sol é imbatível.

Visual de Wellington para a ilha sul da Nova Zelândia

Falando em Miramar, é nesta parte (subúrbio) da cidade que está localizada a “Hollywood” da Nova Zelândia. E é por ali que encontramos a Weta Studios, o estúdio do Sir Peter Jackson que entre outros filmes fez a trilogia do Senhor dos Anéis, the Hobbit. Além de realizar trabalhos de produção para filmes como Avatar, King Kong, Prometheus entre tantos outros. Além da Weta, outro lugar interessante de se visitar é a Park Road Production que participou da produção de as aventuras de Tin-Tin, Distrito 9 e o último Samurai. Não é por acaso que, as vezes algumas pessoas brinquem que Miramar é Wellywood.

Vista para o cabo paliser

E encerrando o passeio por Wellington, não poderia deixar de recomendar um café super descolado apresentado pela Cris. O Maranui Café em Lyall Bay. Dando sorte de conseguir uma mesa próximo a janela, além de degustar um ótimo café, você vai poder observar a movimentação do aeroporto e ocasionalmente ver o InterIslander (ferry que liga ilha norte e sul) passando a caminho de Picton ou do porto de Wellington.

 

Maranui Café em Wellington

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Oscar Augusto Risch

21 Comentários

  1. avatar
    Posted by Samantha| 17/02/2015 |Responder

    Oi Oscar, tudo bom? Primeiramente, parabéns pelo blog! Sou do Rio de Janeiro e vou viajar para a NZ com meu namorado em Setembro durante 20 dias e suas dicas estão sendo muito úteis! Sobre Wellington, li seu texto e estamos com uma dúvida: você acha que vale a pena passar uma noite lá? Isso considerando que vamos pegar o carro de Taupo até Nelson estamos com medo de ser muito cansativo fazer tudo direto… O problema é que, para isso, teremos que tirar um dia de Queenstown, onde estávamos programando ficar por 5 dias. O que você acha? Beijos e obrigada desde já pela atenção!

    • Posted by Oscar Augusto Risch| 17/02/2015 |Responder

      Samantha
      Acho que pernoitar em Wellington é uma ótima pedida. Ir de Taupo até Nelson de carro é bem puxado ainda mais com as 3 horas e meia de ferry. Wellington tem muitas coisas bacanas para vocês visitarem também e com 4 dias em Queenstown ainda vai dar para fazer bastante coisa. Isso sem falar que pela manhã a travessia do Cook Strait costuma ser bem mais trauquila que a tarde quando os ventos tendem a aumentar.
      Obrigado pela visita 😀

  2. avatar
    Posted by Samantha| 17/02/2015 |Responder

    Oscar, muitíssimo obrigada pela rápida resposta! Vamos considerar essa parada estratégica sim! Agradeço novamente a atenção e continue com o excelente trabalho com a página!

    • Posted by Oscar Augusto Risch| 17/02/2015 |Responder

      Imagine.. É sempre um prazer ajudar 😀
      Espero que você esteja nos acompanhando nas mídias sociais como Facebook e Instagram. Em breve devo postar alguma coisa falando sobre Nelson e região que certamente pode ser útil para vcs.. Se forem ficar hospedados em Nelson e região eu super recomendo esse B&B aqui. O Split Apple Lodge que fica pertinho de Kaiteriteri a porta de entrada para o Abel Tasman National Park => http://splitapplelodge.co.nz
      Abs

  3. avatar
    Posted by Samantha| 17/02/2015 |Responder

    Vou dar uma olhada no hotel sim, obrigada! O nosso roteiro já tinha sido feito para ficarmos duas noites em Nelson, a primeira com o dia parcial para dar uma volta na cidade e a outra para o passeio no Abel Tasman, saindo no dia seguinte cedo. Ansiosa pelo novo post sobre Nelson e demais! 🙂 🙂 Abraços!

  4. Posted by Cris Campos| 13/03/2015 |Responder

    Eeeee que legal ler um texto seu sobre a nossa casinha!
    Super obrigada pelo elogio ao NPLH, nessas horas sempre me dá vontade de ressuscitá-lo.
    Só tenho uma coisa a acrescentar: do Maranui além de ver os aviões e navios, você também assiste de camarote o surf e kitesurf de Lyall Bay (quando tem onda ou vento, claro). Como não amar? =))
    Beijos e voltem logo!! xx

    • Posted by Oscar Augusto Risch| 13/03/2015 |Responder

      Pois é.. Eu acabei esquecendo de mencionar o surf e o kite de Lyall Bay.. Adorei ter conhecido o lugar 😀
      Uma hora dessas a gente aparece por ai em Welly.. Escrevendo esse post descobri que tenho que conhecer o Observatório e o Zealandia
      Adoraria ver o NPLH publicando posts novamente 😀
      Bjs

  5. avatar
    Posted by Mário Viana| 13/03/2015 |Responder

    Valeu, Oscar.
    Estas dicas vão ajudar bastante na definição da nossa viagem. Perdi a promoção das passagens, mas tudo bem.
    Abraço,
    Mário

  6. avatar
    Posted by Moises Botelhos| 13/03/2015 |Responder

    Olá Oscar,
    Parabéns pelo blog. Está me servindo de inspiração para meu roteiro pela Nova Zelândia em Janeiro. Vou rodar cerca de 5000 km de moto com minha esposa e gostaria de saber se é preciso fazer a reserva para a travessia pelo Estreito de Cook e qual das empresas que prestam o serviço você me recomendaria. Obrigado. Moisés

  7. avatar
    Posted by Carol Pedroso| 13/03/2015 |Responder

    Quero dizer a vcs que estou viajando na Australia e NZ e seguindo seu blog pra tudo que faço aqui.
    Obrigado…o blog de vocês é perfeito!

    • Posted by Oscar Augusto Risch| 13/03/2015 |Responder

      Carol,
      Que Legal!!! É bom saber que o que escrevemos ajuda outras pessoas a viajar mais e melhor
      Bjs

  8. avatar

    […] ser a região vinícola mais facilmente acessível para os moradores de Wellington (2a maior cidade da Nova Zelândia), os finais de semana (especialmente durante o verão) tendem a ser bastante movimentados na região […]

  9. avatar

    […] um eventual suicídio do protagionista principal da história dentro do Parlamento Neozelandês em Wellington. Falando assim, dava até para escrever uma novela. De toda forma, ao longo do post tento explicar […]

  10. avatar
    Posted by Sameyr Assaf| 25/08/2015 |Responder

    Oscar, boa noite, tudo bem?
    Estou conhecendo seu blog agora e gostei muito em saber sobre coisas que ainda não conhecia sobre a Nova Zelandia, tive algumas indicações de amigos e estou prestes a fazer um intercambio, e fiquei bem empolgado, seria uma boa? pelo inglês falado valeria apenas?

    • Posted by Oscar Augusto Risch| 02/09/2015 |Responder

      Com certeza!! O inglês da NZ é um pouco diferente mas nao diferente de outros lugares Abs

  11. avatar
    Posted by Luis| 30/08/2015 |Responder

    Oscar, estou acompanhando seu blog a algum tempo pois vou fazer um intercâmbio para NZ, quanto a escolha da cidade estou em duvida: ACKLAND OU WELLINGTON ?

    • Posted by Oscar Augusto Risch| 02/09/2015 |Responder

      Putz depende… As duas cidades têm seu charme… O bom de Auckland é a conectividade com o resto do país caso queira viajar.. wellington tem uma programação cultural digamos mais intensa.. Abs

  12. avatar

    […] a região vinícola de mais fácil acesso a partir de Wellington (segunda maior cidade da Nova Zelândia). Além das inúmeras vinícolas, a região possui […]

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    […] Veja mais: Wellington: O que fazer na capital da Nova Zelândia […]

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